quarta-feira, 8 de setembro de 2010

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Mais de 500 violações na República do Congo

Ontem

As Nações Unidas revelaram que foram cometidas mais de 500 violações sistemáticas por combatentes armados na zona oriental da República Democrática do Congo desde Julho - mais do dobro do que fora inicialmente reportado.

De acordo com o secretário-geral adjunto para a Manutenção da Paz, Atul Khare, a somar às 242 violações registadas na aldeia de Luvungi e arredores há relatos de 260 outras violações ocorridas em Uvira e outras localidades da região de Kivu.

Na aldeia de Miki há registo de 74 casos de violência sexual, incluindo de 21 meninas entre os 7 e 15 anos, e na aldeia de Kiluma todas as mulheres terão sido sistematicamente violadas.

O responsável da ONU apela a que os rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda e das milícias congolesas Mai-Mai, apontados como responsáveis pelos ataques, sejam processados e os seus líderes castigados.

O estupro como arma de guerra tornou-se comum no Leste da República Democrática do Congo, onde, de acordo com as Nações Unidas, 8.300 violações foram reportadas em 2009, podendo muitas outras ter sido ocultadas.

2 comentários:

  1. Estarem a publicar estas noticias já é um principio, tenhamos esperança que as Nações Unidas se envolvam e parem as atrocidades a pessoas tão indefesas!!
    mãe

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  2. “A violação é a salvação do Congo”, diz um garoto de 17 anos, de óculos escuros, chapéu de pescador, camisa do Bob Marley e AK-47 ao peito. “Passamos tempo demais na floresta e precisamos de mulheres. Se elas não querem dar em paz, tomamos à força”.
    Durante a Segunda Guerra do Congo(de 1998 a 2003), a violação tornou-se uma prática usual e os argumentos para a justificar eram variados, incluindo os de natureza mística: “A violação é uma poção mágica que deixa o guerreiro mais forte e másculo para salvar o Congo”.
    Ao longo da guerra, cerca de dois terços das mulheres do Congo foram violadas – e mutiladas – pelas milícias Mai Mai, Hutu ou pelo exército oficial congolês. Não havia punição para o crime porque boa parte das autoridades compactuava com a prática.

    É incrível mas é verdade....
    Parabéns Gustavo.... este teu blog despertou-me interesse para procurar saber mais acerca de algo que ouvia falar apenas de uma forma muito superficial ....

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